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  Inaugurou a UCI

Hospital Mário Covas inaugura Unidade de Cuidados Intermediários

 

UCI deve zerar adiamento de cirurgias eletivas por falta de leitos. Cancelamentos aumentaram 30% no primeiro semestre.

 

A Secretaria de Estado da Saúde atendeu em julho à demanda regional referente à falta de leitos de Terapia Intensiva e assinou com o Hospital Estadual Mário Covas termo aditivo em beneficio de todo o Grande ABC. Graças à iniciativa, o HEMC passou a operar com 8 novos leitos de UTI adulto e inaugurou a Unidade de Cuidados Intermediários (UCI). Também conhecida como Unidade Semi Intensiva, a ala conta com 14 leitos e promete zerar o cancelamento de cirurgias eletivas decorrente da falta de acomodações.

 

Agora são 28 leitos de UTI adulto no “Mário Covas”, 10 leitos de UTI neonatal, 7 de UTI coronariana e outros 7 de UTI infantil, totalizando 52 leitos de Terapia intensiva à disposição do Grande ABC. “Temos recebido cada vez mais casos de urgência, encaminhados de todas as cidades da região. São pacientes que saem do centro cirúrgico diretamente para a UTI, o que ocasiona falta de leitos de Terapia Intensiva para outros procedimentos”, explica o Diretor Clínico do Hospital Mário Covas, Dr. Vanderley da Silva Paula, que detalha: “O cancelamento de cirurgias agendadas, de alta complexidade, tornou-se rotina, pois o pós-operatório desse tipo de procedimento geralmente carece de acompanhamento em Unidade de Terapia Intensiva. Tínhamos que optar entre uma cirurgia eletiva agendada há 3 meses, por exemplo, e outra de emergência, decorrente de acidente automobilístico em que a vítima poderia vir a óbito se não operasse imediatamente. A opção era sempre pelo atendimento de urgência”.

 

O cancelamento das cirurgias eletivas por falta de leitos aumentou entre 20% e 30% somente no primeiro semestre deste ano. A fim de resolver o problema, gestores dos sete municípios da região, em conjunto com representantes do HEMC e do Hospital Estadual Serraria, de Diadema, se reuniram e apresentaram o projeto da Unidade de Cuidados Intermediários à Secretaria de Estado da Saúde. “A nova unidade funciona como uma Semi Intensiva e está apta a receber pacientes no pós-operatório de alta complexidade. Esperamos que até agosto tenhamos zerado as desmarcações de cirurgias eletivas por falta de leitos”, planeja Dr. Vanderley.

 

Entre os principais procedimentos anteriormente cancelados e que agora contarão com o benefício da UCI estão cirurgias de prótese de quadril e de joelho, angioplastias coronarianas, cirurgias vasculares e procedimentos oncológicos em pacientes com outras doenças importantes associadas. “São todas cirurgias que normalmente demandam cuidados especiais no pós-operatório. Por segurança, não realizávamos esses procedimentos sem um leito de UTI na retaguarda. Com a inauguração da UCI, esses casos podem ser atendidos plenamente. Trata-se de ala com médico 24 horas, totalmente equipada para dar segurança ao paciente e à equipe médica, que encontra condições ideais para intervenções rápidas em possíveis intercorrências”, garante o Diretor Clínico do Hospital Mário Covas.

 

Protocolo de atendimento: A definição sobre a internação na Terapia Intensiva ou na Semi Intensiva começa no pré-operatório. Independentemente de o procedimento ser eletivo, todos os pacientes são avaliados e classificados segundo o risco de possíveis complicações pós-cirúrgicas. Quando o risco é considerado elevado, a opção continua sendo pela internação em UTI. “Cada caso é um caso. Dois pacientes que vão passar pela mesma cirurgia podem ser encaminhados um para UTI e outro para a UCI. Tudo depende do risco que apresentam frente à cirurgia. Por isso desenvolvemos protocolo específico para determinar as condições do paciente, levando em conta idade, tipo de procedimento, doenças associadas como diabetes e hipertensão, entre outros fatores”, acrescenta Dr. Vanderley da Silva Paula.

 

A adequação da área que abriga a Unidade de Cuidados Intermediários contou com investimento inicial de R$ 325 mil, incluindo aquisição de equipamentos como central de monitoramento, camas hospitalares, instalação de régua de gases, reforma hidráulica, elétrica e predial. O custeio mensal é de aproximadamente R$ 320 mil. Já os 8 novos leitos de UTI foram incorporados 4 em cada unidade de UTI adulto do “Mário Covas”. O investimento foi de R$ 470 mil e o custeio mensal está previsto em R$ 257 mil.

 

Publicado dia 28/07 às 09h49.

 
 
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